Por Célio Passos
Nos anos sessenta do secúlo passado, passou no cinema uns
filmes-documentários intitulados “ O Mundo Cão”. Tratava-se de episódios
filmados em toda a parte do mundo, de tradições, alguns bizarros, outros
extraordinários, outros mostrando aspetos menos bons da raça humana, focando,
no essencial, tradições, aspetos culturais ou religiosos, tudo isto passado ao
celulóide nesses recuados anos.
Uma dos episódios e consequentemente imagens que me ficaram na memória
foram dos “Clavadistas de Acapulco”.
Enquanto fazia horas para me deslocar a “La Quebrada”, local onde o
espectáculo se desenrola, sentei-me numa esplanada, na maravilhosa baía de
Acapulco, a comer uns tacos acompanhados de guacamole e a beber uma marguerita e a apreciar os
multicoloridos vendedores ambulantes a vender sumos naturais e frutas
artisticamente descascadas, enquanto deliciava-me a ouvir um mariachiari que a troco de uns pesos,
tal como uma “juke box”, cantava a pedido do cliente.
Apanhei um autocarro, pintado com um homem aranha agarrado às traseiras
do veículo, qual passageiro furtivo estendendo a sua teia até à frente do
autocarro, como para garantir uma viagem em segurança. A viagem fez-se de
portas e vidros abertos, única possibilidade dos clientes conseguirem efectuar
a viagem, tal o calor do interior.
O espectáculo dos “Clavadistas” desenrola-se desde 1949, altura que um
grupo amador começou a efectuar os primeiros saltos para a água. Vão subindo as
rochas como cabritos monteses e a certas alturas, param e procedem a
acrobáticos mergulhos na precisa altura em que uma onda repõe a água necessária
no estreito canal, local para onde se lançam, permitindo mergulhos em relativa
segurança.
O salto mais espetacular realiza-se à noite, onde um profissional dos mais experimentados, sobe a uma altura de 60 metros, faz uma oração à Virgem de Guadalupe, acende umas tochas, e em plena escuridão, o clavadista, precipita-se do alto da falésia como um pássaro de fogo, a uma velocidade final de 90 quilómetros por hora, mergulhando nas águas de La Quebrada. O restaurante onde se pode assistir a estes espectaculares e arrojados saltos e ao mesmo tempo apreciar uma a agradável refeição é também um lugar mítico. Por ali passaram muitas estrelas do cinema: Ava Gardner, Frank Sinatra, Cantinflas, Ray Milland, Fred Astaire, Ginger Rogers, entre muitas outras, assinalado a sua passagem apondo as suas assinaturas nas paredes.
O salto mais espetacular realiza-se à noite, onde um profissional dos mais experimentados, sobe a uma altura de 60 metros, faz uma oração à Virgem de Guadalupe, acende umas tochas, e em plena escuridão, o clavadista, precipita-se do alto da falésia como um pássaro de fogo, a uma velocidade final de 90 quilómetros por hora, mergulhando nas águas de La Quebrada. O restaurante onde se pode assistir a estes espectaculares e arrojados saltos e ao mesmo tempo apreciar uma a agradável refeição é também um lugar mítico. Por ali passaram muitas estrelas do cinema: Ava Gardner, Frank Sinatra, Cantinflas, Ray Milland, Fred Astaire, Ginger Rogers, entre muitas outras, assinalado a sua passagem apondo as suas assinaturas nas paredes.
Há mais de sessenta anos que este espectáculo se desenrola, e se tinha
dúvidas se a continuidade estivesse garantida, esta foi desfeita quando depois
do espectáculo os artistas passaram pelo restaurante para agradecer e receber
mais alguns pesos pelos seus ousados saltos, perguntei a um jovem dos seus doze
ano que também já efectua mergulhos, senão tinha medo; a resposta foi um
categórico não, fiquei convicto que “O show must go on”.
Fim
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